Mais fotos: É carnaval no Haiti também

Pierre vai nos mandar mais fotos esta semana. Essa é deste fim de semana, registrada na festa de caranaval em Torbeck, sul do Haiti.

Pierre visita o Haiti dois anos depois do terremoto

Há quase três anos eu, minha irmã Fernanda e meu amigo Maurício ficamos hospedados na casa da família de Pierre Junior Jentil na pequena comunidade de Torbeck (Les Cayes, sul do Haiti). Fomos super bem recebidos por quase um mês (não só pela família, como pela comunidade) para filmar o documentário Bleu et Rouge, meu TCC para o curso de Jornalismo da UFSC.

Um mês depois de eu ter defendido o TCC na universidade, veio a triste notícia. Um terremoto abalou o Haiti e deixou centenas de milhares de pessoas mortas. Todas as famílias que conheci durante a estadia tinham perdido pelo menos um pessoa. Depois da tragédia, as dificuldades já sentidas antes do terremoto se agravaram. Muitos perderam teto, emprego, condição de bancar a escola do filho.

Durante nove meses, este blog serviu de meio para brasileiros “adotarem” famílias haitianas amigas minhas e de Pierre. Dois anos depois do terremoto, Pierre voltou ao Haiti e fez um relatório do reencontro com famílias “adotadas” e da situação do país.

Confira:

Durante minha férias no Haiti eu aproveitei para visitar cada família que estava recebendo nossa ajuda depois daquele terremoto de 12 de janeiro de 2010. Cada família me acolheu com muito carinho e muitas emoções e também cada familia diz assim: “Gostaria de acolher cada pessoa que estava colaborando na campanha”. Tudo isso me faz sentir que a campanha de solidaridade foi muito importante para cada família e também conseguimos um resultado bem positivo.

Eu aproveitei para visitar várias outras famílias, crianças nas escolas e nas igrejas, eu percebi que todo mundo está na mesma situação. Os adolescentes e crianças têm dificuldade para alimentar, material escolar e saúde.

Uma menina de 14 anos de idade diz que: “mesmo que uma criança tem muita vontade de estudar e fazer esforço para realizar um objetivo bem determinado, mas infelizmente os pais não têm condição para ajudar e tudo isso leva uma um grande desânimo”.

Também eu aproveitei para fazer um encontro com um diretor de uma escola para ver quanto custa por mês para cada criança: 25 dólares e para um ano será 250 dólares (uniforme, material escolar, lanche e transporte).. Parece pouco dinheiro para um ano, mas é bem difícil para muitas pessoas no Haiti.

Então como esperança eu deixei cada criança com uma palavra que tem muita gente de coração que entende a situação e que vai continuar com o mesmo gesto de solidariedade e vocês não precisa desanimar que temos um Deus que sempre abre as portas para uma vida melhor…

Pierre Junior Jentil nasceu em Les Cayes e mora atualmente em Palhoça onde estuda para ser padre e ser um dia missionário no Haiti.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Duas famílias haitianas são ajudadas em 2011

Depois de 15 meses do terremoto que atingiu Port-au-Prince, não se vê mais reportagens sobre a situação social do país. Politicamente, o país tende a melhorar: conseguiu terminar as eleições depois de denúncias de fraude. O cantor Michel Martelly (por coincidência autor da trilha sonora final de Bleu et Rouge) virou o presidente do país.

Nós aqui de Santa Catarina ficamos felizes ao conseguir ajudar duas famílias haitianas nesse último mês. Enviamos via Western Union para jornalista Rose Michelle, nossa conhecida, US$300 para ajudar no aluguel de uma casa para família Jean Charles. Não foi possível arrecadar o valor necessário (US$ 600 anuais), mas garantimos por seis meses o teto para esta família de cinco filhos. Para família de Cassandre Messeroux, enviamos US$120 para ajudar nas despesas escolares — matrícula, material e transporte.

Agora, partimos para o pedido final: enviar uma ajuda financeira para a família que adotou Sebastián Hyppolite, hoje com 3 anos. Ele perdeu a mãe no terremoto e é cuidado pela avó no sul do Haiti. Temos em caixa R$107 e nossa meta é chegar aos US$200. Ainda temos outras famílias na lista, mas essas três são as nossas prioridades. Se passarmos da meta, podemos ajudar também a família Bell e Metelus. Saiba como ajudar aqui.

Um recomeço difícil, 14 meses depois

Depois de 14 meses do início da campanha “Adote uma família, Ajude o Haiti” (e sete da última doação), ainda encontramos muita dificuldade quando falamos com as famílias haitianas ajudadas de janeiro a julho de 2010. O desemprego ainda persiste, a inflação no preço dos alimentos faz com que muitas pessoas ainda dependam de doações. Vestuário, educação, higiene e outros quesitos caros no Brasil, tornam-se um dos maiores desafios cotidianos para as famílias haitianas que conhecemos.

Como no ano passado, façamos um esforço pequeno individual que se torne uma grande ação coletiva. Fechemos nossa campanha com chave de ouro, abrindo-a novamente.

Como ajudar? | Quem somosPrestação de contas | Vídeo da campanha


Pedidos especias (por Pierre Jentil, colaborador haitiano que vive em Palhoça)

família Jean Charles conta para mim que a vida não é fácil para ela, porque não está trabalhando para sustentar os filhos com alimentos diariamente, vestido, saúde, e educação, até agora depois o terremoto a vida dela depende de doação de algumas pessoas. Agora a maior preocupação da família Jean Charles é onde vai encontrar o dinheiro para pagar a casa onde esta morando, se não fazer o pagamento dessa casa, tem que voltar para rua de novo. Ela está pedindo com muito carinho se nós podemos pagar mais um ano de aluguel para ela de novo. A família Jean Charles diz que através da oração que agradece a todos vocês. Muito obrigado.

Sebastian está morando com a avó dele, com a ajuda de algum vizinho, a criança agora está com problema de vista e ele tem que usar óculos. Agora, a maior preocupação da avó de Sebastian, é não deixar a criança sem estudar, mas ainda ela nem sabe onde vai encontrar apoio para que o Sebastian possa estudar numa escola. A avó de Sebastian agradece muito vocês e fica muito feliz e gostaria que nos dar qualquer tipo de apoio na educação de Sebastian. Que Deus abençoe todos vocês..

Cassandre Messeroux diz que está bem, graças a Deus. Ela contou que já faz um ano que passou o terremoto e o país continua igual. É uma grande tristeza, mas tem que agradecer muito a vocês porque graças a vocês que está estudando e a mãe dela não está trabalhando e continuando esperando nossa ajuda para poder dar continuidade nos estudos. Grande abraço para todos e todas.

Campanha publica o relatório geral das doações

A Campanha “Adote uma Família, Ajude o Haiti”, concebida pela jornalista Camila Brandalise e mantida por Juliana Sakae e pelo haitiano Pierre Junior Jentil, começou uma semana após o terremoto de 12 de janeiro de 2009. Através de uma rede de contato estabelecida virtualmente, foi arrecadado R$ 23.534,58 de 14 de janeiro ao dia 26 de julho de 2010. Foram ajudadas mensalmente sete famílias, com doações de US$ 200 a US$ 450: Bell, Jentil, Jean-Charles, Messeroux, Dominique-Messeroux, Hyppolite e Metelus, entre 16 adultos e 15 crianças e adolescentes.

Além das sete, ajudamos a família Fortune, da jornalista Rose Michelle, que perdera o emprego na Rádio TMS enquanto nos ajudava a manter a campanha na cidade haitiana. Amiga de confiança de Juliana e Pierre, Rose era uma das responsáveis em buscar o dinheiro na Western Union para famílias com muita dificuldade de locomoção, como a família Jean-Charles. Outra família ajudada foi a de Ricardo Jocelin, cuja casa em Porto Príncipe quase caiu com o terremoto. Com a estrutura abalada, a família de oito pessoas dormiu na rua por semanas. Em março, Ricardo Jocelin conseguiu emprego na Cooperação Técnica Brasil-Haiti na Embaixada Brasileira, abrindo espaço para a campanha adotar outra família, a Jean-Charles.

Foram 38 doadores de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Espanha que mantiveram a campanha. Além dos doadores, Pierre e Juliana agradecem a colaboração de M. Fernanda Sakae, M. Letícia V. da Silva, Isabel C. Simon, Camila Brandalise, Maurício Tussi, Dariene Pasternak, Laura Daudén, além dos funcionários do Banco do Brasil responsáveis pela Western Union das agências Açores e XV de Novembro de Florianópolis (SC); XV de Novembro de Blumenau (SC) e Lago Norte de Brasília (DF).

Agradecemos profundamente a Adriana M., Andrea B., Andressa D., Betina H., Billy C., Celso V., Cristina, Luisa e Carlos; Dalva, Daniel, Eduardo M., Eduardo Y., Elaine A., Felipe F., Fernanda D., Flávia S., Francisco J., Geraldo O., Gislene, Iana L., Ignácio D., Isabel Cristina S., Jonathas, José D., Letícia A., Lucas S.Lúcia D., Maria Beatriz, Maria Letícia V. S. e Maria Fernanda S., Maurício T., Mônica, Nilton S., Octávio L., Oscar K., Pedro S., Rodrigo B.,Sandra W.,Sara C.,Sara F., Tattiana T. e Vensel S.

Sinceramente, muito obrigada.

Juliana Sakae e Pierre Jentil

[Baixar o Relatório Geral em PDF]

Três doações em julho

Neste último mês de campanha, enviamos três doações de U$200, ajudando as famílias Jentil, Messeroux e Metelus. O mês terminou, mas ainda estamos arrecadando doações para as outras quatro famílias: Hyppolite, Dominique-Messeroux, Bell e Jean-Charles.

Concomitantemente, estamos finalizando o relatório sobre toda a campanha que deve ser disponiblizado em breve neste blog. Aguardem.

Notícias de agosto

Devido a acontecimentos pessoais nas últimas semanas, fiquei com pouco tempo para o blog e a campanha, não repassando para todos as notícias das famílias ou a que pé o “Ajude o Haiti” está. Peço sinceras desculpas.

Estamos elaborando para sábado, 8, um relatório de todas as famílias, sobre o recebimento da doação, suas trajetórias desde o terremoto e suas situações neste mês de julho — teoricamente o último mês da campanha. Vamos nos certificar se alguém continua precisando de ajuda, e dar o feedback a todos os doadores de cada família ajudada. Hoje, também, será realizada uma doação para três famílias, com o dinheiro disponível em caixa atualmente. Se você quer doar também, clique aqui.

Aguardem apenas mais um dia…

Falta apenas uma família em junho

Com alguns emails e muita boa vontade, conseguimos arrecadar na última semana o suficiente para ajudar seis das sete famílias adotadas pelo blog. A seis meses do terremoto, sem mais nenhuma notícia nos jornais e televisão sobre o Haiti, ainda há pessoas que se sensibilizam pela causa e ajudam as vítimas.

A sétima família (Messeroux) aguarda a doação mensal e, para tanto, precisamos de R$70. Ajude-nos a atingir a meta deste mês e ajudar também a família de Taïsha (13 anos) e Albertini Messeroux (17 anos), saiba aqui como doar.

Penúltimo mês da campanha “Adote uma família, Ajude o Haiti”

Entramos no mês de junho, o penúltimo mês oficial da campanha para as nove famílias vítimas do terremoto. A ajuda começou na segunda semana após o fenômeno e se manteve até hoje através de doadores de Santa Catarina e São Paulo que se sensibilizaram com as histórias. Foram cinco meses ajudando literalmente estas famílias a comerem, a adquirirem medicamentos necessários ou a pagar a conta do hospital, a alugarem uma pequena casa ou comprarem produtos de higiene e vestuário para crianças e bebês.

A ajuda para as famílias foi, de acordo com elas mesmas, mais que bem-vinda. Para alguns, foi sinônimo de esperança na reconstrução, como diz Rose Michelle Fortune e Falault Bell. Infelizmente, porém, a situação do país se agravou com o aumento do desemprego, a inflação no preço da cesta básica e com a inexistência da reconstrução dos prédios e casas na capital do país. Algumas famílias melhoram a situação com um emprego temporário, como Ricardo Jocelin que trabalha na Cooperação técnica Brasil/Haiti, ou a Família Jean Charles que perdera a casa em Carrefour (epicentro do terremoto), mas com o dinheiro enviado do Brasil conseguiu alugar um teto para seus seis filhos.

Por este contexto, iremos continuar a enviar doações diretas enquanto houver doadores aqui no Brasil — seja até agosto, seja até dezembro. Há também a possibilidade de assessoria a pessoas que querem fazer sua própria transferência Western Union para uma das nove famílias, as adotando diretamente. Contamos com todos que acessam este blog na divulgação em massa para que a campanha chegue, ao menos, até julho, e quem sabe ainda continue enquanto for necessário.

Mensagem de Falault Bell, da França

O irmão mais velho da Família Bell, Falault, está na França para adaptar uma prótese para seu braço esquerdo, amputado um mês após o terremoto. Falault enviou aos doadores uma breve mensagem que publico aqui para que todos tenham acesso:

“I am in France now just to have my fake arm. Thank for helps and all your supports to me. Without I didn’t know what should I do.”

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.